terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A minha grande paixão.

Hoje deu-me vontade de falar sobre a minha grande paixão, os animais.

Esta minha paixão não nasceu comigo, confesso. Quantas, e quantas vezes fugia com medo deles. Chegava a mudar de direcção ou até mesmo de caminho sempre que avistava algum.

Hoje, posso dizer que isso mudou, e o medo virou paixão. Sou aquela miúda que muitas vezes sonha em poder ter um terreno enorme e colocar lá todos os animais abandonados. Sei que por mais vontade que uma pessoa tenha em ajudar, é muito complicado chegar a todos, mas uma coisa é certa, se cada um de nós fizer algo, torna-se tudo muito mais fácil, começando pelo NÃO ABANDONO DOS ANIMAIS. Custa-me acreditar, como é possível haver pessoas capazes de tal barbaridade.
Felizmente com o passar dos anos, e graças às muitas instituições de ajuda animal, tem-se conseguido educar as pessoas sobre esta temática, mas ainda há muito a fazer. Parte-me o coração sempre que vejo ou tenho conhecimento que maltrataram um animal.

Mas como falei anteriormente, a partir do momento que comecei a gostar de animais, foi surgindo a possibilidade de os ter. Comecei pelos canários, periquitos, depois pelos peixes, até ter um gato. Mais responsabilidade! Para além de se ter um animal, também é ser-se responsável por ele.
Nessa altura vivia num apartamento, mas este tipo de animais permite ter-se num espaço mais pequeno, uma das coisas que se deve ter em conta na hora de requerer um animal. Entretanto, depois de alguns anos, ofereceram-me a Nina, uma caniche e como era frágil na altura de tão pequena.

Se já gostava de animais, com ela esse amor cresceu mais ainda…

Os animais ensinam-nos muito, e quero continuar aprender com eles. 




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Em tempos, quando dançava.

Hoje vou falar sobre dança... Não é por acaso. Durante a tarde, ao fazer zapping, deparei-me com um programa que tinha como tema, a dança.

Não é a primeira vez que esta saudade de velhos tempos vem ao de cima. Por norma sempre que vejo algo relacionado com esta temática, sinto uma certa nostalgia. O gosto pela dança começou bem cedo. Infelizmente não surgiu a oportunidade de frequentar qualquer escola ou grupo profissional. Outros tempos.

Actualmente a oferta é mais variada e encontra-se facilmente. Seja uma cidade grande ou mais pequena. Mas ao entrar para a escola primária e depois para o ensino básico, fez-me conhecer colegas de turma com o mesmo gosto pela dança e formamos um pequeno grupo. Recordo-me como se fosse hoje. Esperávamos ansiosas pelos intervalos para treinar uma coreografia para apresentar numa das festas da escola.


Não só treinava na escola, como também levava a coreografia para treinar em casa e assim ficar na perfeição. Ainda hoje, depois de 13 anos, a minha mãe comenta em conversa (sempre que este tema vem à baila) as vezes que ela apanhava-me a dançar na sala. Não era algo que a preocupava. Sabia perfeitamente que a escola estava em primeiro lugar, e se estava ali, a dançar, era sinal que os trabalhos de casa já estavam feitos. Via-me dançar sem interromper, e como era feliz a fazê-lo. 

Com o acidente, as coisas mudaram. Não é que tenha deixado de gostar desta arte, sim, para mim a dança trata-se de uma arte. Como vibrei com os vários programas de dança que já passaram na TV portuguesa. Dá uma vontade enorme de sair da cadeira, agarrar alguém e fazer o mesmo, com classe e delicadeza, como as danças de salão. Ou até mesmo dançar com a típica rebeldia do Hip Hop. Enfim, dançar!


Não quero dizer com isto que não seja possível continuar a dançar na minha condição física, porque é praticável. Em 2008, ao estar pela segunda vez internada no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, tive o privilégio de conhecer o grupo de dança formado por pessoas que tinham algum tipo de deficiência. 
Em 2012, num encontro da Associação Salvador, pude comprovar novamente. Inclusive, conheci uma bailarina em cadeira de rodas e o seu par. E foi tão ou mais especial vê-los dançar. 

Se o meu destino em tempos seria ser bailarina, não sei. Mas que o bichinho da dança permanece dentro de mim, lá isso permanece.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Nina, a companheira.

Noite fria, lareira acesa, e lá está ela esticadinha à sua frente deliciada com o calorzinho. Faz-se silêncio por alguns segundos e já se ouve o respirar profundo, ou melhor, o ressonar, sim, os cães também ressonam. 

Contudo, não é um sono suficientemente profundo porque de vez em quando lá está ela a levantar o focinho para ver se a dona está por perto. E está.


A alguns centímetros de distância, sim, igualmente friorenta, mas com pouca vontade de dormir. Adoramos estar pertinho uma da outra, nem que para isso ela arrisque a colocar-se bem perto das rodas da minha cadeira, arriscando assim uma pisadela. Mas ela sabe que a dona está atenta e dificilmente a pisa. 

Já são 12 aninhos de convivência, sempre me conheceu assim, e fez da minha cadeira o seu porto de abrigo sempre que está assustada e não só. Quem vê acha um piadão. Sendo a frase mais dita: - Olha, lá vai a Nina de baixo da cadeira. Que engraçado. 

Sem dúvida ela é das melhores companhias, e por isso não podia deixar que o meu primeiro texto não fosse sobre ela, e bem o merece! 
Ela sente a minha falta, sei-o bem, mas tenho a certeza que ela também sabe a falta que me faz!